Publicado em: 2026-02-05
A reunião do Copom é o evento mais relevante da política monetária brasileira. É nesse encontro que o Banco Central define a taxa Selic e sinaliza, de forma direta ou indireta, o rumo da economia nos meses seguintes. Juros, crédito, inflação, câmbio e atividade econômica passam, em maior ou menor grau, pelas decisões tomadas nesse comitê.
Por isso, entender como funciona a reunião do Copom, quando ela acontece e quais são seus impactos deixou de ser um tema restrito a economistas. Investidores, empresários e consumidores acompanham cada decisão porque ela afeta desde o custo do financiamento até o retorno dos investimentos mais conservadores.

Principais pontos que você precisa saber sobre a reunião do Copom:
O Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central.
Ele define a taxa Selic, principal instrumento de controle da inflação.
Suas decisões afetam juros, crédito, câmbio e atividade econômica.
O comunicado e a ata são tão importantes quanto a decisão em si.
O mercado reage não apenas ao resultado, mas ao tom da sinalização futura.
A reunião do Copom não se limita a decidir juros. Ela orienta expectativas e condiciona o comportamento dos agentes econômicos.
O Copom é o órgão do Banco Central responsável por conduzir a política monetária no Brasil. Ele é formado pelo presidente do Banco Central e pelos diretores da instituição.
Seu principal objetivo é garantir a estabilidade de preços, ou seja, manter a inflação dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para isso, o Copom ajusta a taxa Selic de acordo com o cenário econômico, inflacionário e fiscal.
A reunião do Copom acontece a cada 45 dias e é dividida em dois dias.
No primeiro dia, os diretores analisam o cenário econômico, com foco em inflação, atividade, contas públicas, cenário internacional e expectativas do mercado. No segundo dia, ocorre a decisão sobre a taxa Selic e a redação do comunicado oficial.
Após o encerramento, o Banco Central divulga:
A decisão sobre a Selic.
O comunicado, com a justificativa resumida.
A ata, publicada na semana seguinte, com detalhes da discussão.

As datas das reuniões do Copom são definidas com antecedência e divulgadas no calendário oficial do Banco Central. Normalmente, o mercado já precifica expectativas para várias reuniões à frente.
As próximas reuniões do Copom em 2026 serão realizadas nas seguintes datas:
17 e 18 de março
28 e 29 de abril
16 e 17 junho
4 e 5 de agosto
15 e 16 de setembro
3 e 4 de novembro
8 e 9 de dezembro
As atas do Copom serão publicadas às 8 horas da terça-feira seguinte às reuniões do comitê.
Para investidores, o mais importante não é apenas a data, mas o contexto em que a reunião ocorre.
O foco central da reunião do Copom é a taxa Selic. As decisões possíveis são três:
Manter a Selic.
Aumentar a Selic.
Reduzir a Selic.
Cada escolha carrega implicações distintas:
Alta dos juros tende a conter inflação, mas desacelera a economia.
Corte de juros estimula crédito e crescimento, mas pode pressionar preços.
Manutenção sinaliza cautela diante de incertezas.
Além disso, o tom do comunicado indica se o Copom está mais inclinado a apertar ou afrouxar a política monetária nas próximas reuniões.
No dia da reunião do Copom, a volatilidade costuma aumentar. Isso ocorre porque investidores ajustam posições conforme a decisão e, principalmente, conforme a comunicação do Banco Central.
Mesmo quando a Selic vem exatamente como esperado, o mercado pode reagir fortemente se:
O comunicado for mais duro do que o previsto.
O Copom indicar mudança no ritmo dos juros.
A ata revelar preocupações adicionais com inflação ou fiscal.
Em política monetária, sinalização é tão importante quanto ação.
A lógica da reunião do Copom gira em torno da inflação. Quando as projeções inflacionárias se afastam da meta, o comitê tende a reagir.
A Selic funciona como freio ou acelerador da economia:
Juros mais altos reduzem consumo e crédito.
Juros mais baixos estimulam atividade econômica.
O desafio do Copom é calibrar esse instrumento sem provocar recessão desnecessária nem permitir descontrole inflacionário.

As decisões do Copom afetam praticamente todos os ativos financeiros.
Renda fixa: títulos pós-fixados se beneficiam de juros altos; prefixados e inflação longa reagem à expectativa futura.
Bolsa: juros mais baixos tendem a favorecer ações, especialmente empresas sensíveis ao crédito.
Câmbio: juros elevados podem atrair capital estrangeiro; cortes agressivos podem pressionar o real.
Por isso, investidores acompanham não só a decisão atual, mas o ciclo de política monetária como um todo.
A ata da reunião do Copom aprofunda os argumentos apresentados no comunicado. Ela detalha os riscos avaliados, os cenários considerados e as divergências internas.
Muitas vezes, a ata gera mais impacto que a própria decisão, pois esclarece se o Copom está confortável com a trajetória atual ou se enxerga necessidade de ajustes futuros.
A ata da reunião do Copom é publicada às 8 horas da terça-feira seguinte às reuniões do comitê.
Alguns equívocos são frequentes:
Olhar apenas para a Selic e ignorar o comunicado.
Ignorar o cenário internacional e fiscal.
Reagir de forma emocional a uma única reunião.
Desconsiderar que política monetária atua com defasagem.
A reunião do Copom deve ser analisada dentro de um ciclo, não de forma isolada.
O que é a reunião do Copom?
É o encontro do Comitê de Política Monetária do Banco Central para definir a taxa Selic e orientar a política monetária.
Quando acontece a reunião do Copom?
Ela ocorre a cada 45 dias, em datas previamente divulgadas no calendário oficial.
Qual a importância da reunião do Copom?
Ela influencia juros, inflação, crédito, investimentos e expectativas econômicas.
O Copom decide apenas a Selic?
A Selic é o principal foco, mas o comitê também sinaliza o rumo futuro da política monetária.
Por que o mercado reage mesmo quando a Selic não muda?
Porque o comunicado e a ata podem indicar mudanças futuras na política de juros.
A reunião do Copom é o ponto central da política monetária brasileira. Mais do que definir a Selic, ela molda expectativas, orienta decisões de investimento e influencia o ritmo da economia.
Entender como funciona o Copom, suas decisões e sua comunicação é essencial para quem deseja interpretar corretamente o cenário econômico e tomar decisões financeiras mais conscientes. Em um ambiente de incerteza, a leitura correta da política monetária faz toda a diferença.