DREX: O que é, como funciona e quando entra em vigor
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DREX: O que é, como funciona e quando entra em vigor

Autor:Pietro Costa

Publicado em: 2026-02-17

A infraestrutura monetária brasileira está passando por uma reformulação estrutural silenciosa. O DREX deixou de ser apenas um projeto conceitual do Banco Central e avançou para uma fase de testes sofisticados envolvendo tokenização de ativos, liquidação programável e integração com contratos inteligentes. O debate deixou de ser teórico. A discussão agora gira em torno de prazos, arquitetura regulatória e impactos sobre crédito, mercado de capitais e eficiência sistêmica.


Essa curiosidade revela uma lacuna entre o estágio técnico do projeto e o entendimento público. O DREX não é apenas uma versão digital do dinheiro. Ele representa uma mudança na lógica de liquidação financeira no Brasil.


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O que é o DREX e por que ele é diferente de outras moedas digitais?


O DREX é a moeda digital emitida pelo Banco Central do Brasil, estruturada como uma CBDC, Central Bank Digital Currency. Diferentemente de criptomoedas privadas, ele é um passivo soberano, com paridade integral de 1:1 com o Real.


Quando se pergunta o que é drex, a resposta correta exige precisão técnica. Ele não é uma nova moeda e tampouco substitui imediatamente o dinheiro físico. Trata-se do próprio Real em formato digital programável, inserido em uma infraestrutura baseada em tecnologia de registro distribuído permissionada.


O elemento transformador não é a digitalização em si. O Brasil já opera com o Pix e com alto grau de bancarização digital. O diferencial está na programabilidade do dinheiro. O DREX permite que ativos financeiros sejam tokenizados e liquidados de forma automática mediante condições previamente codificadas.


Isso altera profundamente:


  • A estrutura de garantias no crédito.

  • O processo de liquidação de títulos privados.

  • A negociação de ativos imobiliários.

  • A eficiência do mercado secundário de recebíveis.

A pergunta o que é o drex só pode ser plenamente respondida quando se compreende que ele é uma infraestrutura de liquidação programável, não apenas um meio de pagamento.


Como funciona o DREX na prática?


Ao buscar entender drex como funciona, é necessário observar o modelo de dois níveis preservado pelo Banco Central.


O fluxo operacional ocorre da seguinte forma:


O Banco Central emite DREX para as instituições financeiras.
Os bancos convertem reservas bancárias em unidades digitais.
Clientes acessam o DREX por meio das instituições autorizadas.
Ativos tokenizados são liquidados utilizando essa base digital.


Não se trata de uma moeda distribuída diretamente ao público pelo Banco Central. A intermediação bancária permanece intacta, o que reduz risco de desintermediação do sistema financeiro.


A infraestrutura utiliza rede permissionada. Apenas instituições autorizadas validam transações. Isso diferencia o DREX de criptomoedas públicas descentralizadas.


O ponto central está nos contratos inteligentes. Em um financiamento imobiliário tokenizado, por exemplo, a transferência do ativo ocorre simultaneamente ao pagamento. Isso reduz risco de contraparte, elimina etapas cartoriais intermediárias e encurta prazos de liquidação.


DREX moeda digital vai substituir o dinheiro físico?


A discussão sobre Drex moeda digital frequentemente leva à ideia de substituição imediata do dinheiro físico. Essa interpretação não é correta.


O DREX coexistirá com o Real físico e com o Pix. O objetivo não é eliminar o dinheiro em papel no curto prazo. A substituição dependerá de adesão gradual e evolução regulatória.


A diferença estrutural pode ser resumida assim:


Pix é sistema de pagamentos instantâneos.
DREX é base de liquidação programável.
Criptomoedas são ativos privados descentralizados.


O DREX não foi concebido como instrumento de especulação. Ele não terá volatilidade própria, pois mantém paridade com o Real.


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DREX: quando vai começar e qual o cronograma realista?


A pergunta drex quando vai começar exige leitura cuidadosa do estágio atual do projeto.


O Banco Central concluiu etapas iniciais do piloto envolvendo grandes instituições financeiras. A fase atual aprofunda testes de privacidade, segurança cibernética e interoperabilidade.


O cronograma indica que a implementação ampla depende de três fatores críticos:


  • Consolidação do modelo regulatório.

  • Estabilidade da arquitetura tecnológica.

  • Avaliação de impacto sistêmico sobre crédito e liquidez bancária.

É improvável uma implementação massiva imediata. A entrada em vigor tende a ocorrer de forma gradual, por segmentos específicos, como mercado imobiliário ou crédito colateralizado.


DREX 2026 é um prazo viável?


Termos como drex 2026 ou drex em 2026 aparecem com frequência nas buscas. O ano de 2026 é visto como horizonte provável para uma fase mais ampla de adoção.


No entanto, é mais preciso falar em expansão progressiva do que em lançamento único. A implementação dependerá da maturidade do ambiente regulatório e da capacidade tecnológica das instituições participantes.


O projeto envolve desafios relevantes:


  • Garantia de privacidade sem comprometer rastreabilidade.

  • Escalabilidade da rede.

  • Prevenção a riscos operacionais.

  • Integração com sistemas bancários legados.

A consolidação até 2026 é plausível, mas condicionada a testes bem-sucedidos e adaptação do mercado.


O DREX será obrigatório para a população?


Uma dúvida recorrente envolve a obrigatoriedade. O DREX não nasce como instrumento compulsório. Sua adoção dependerá de vantagens econômicas percebidas.


A tendência é que empresas e instituições utilizem primeiro, especialmente em operações estruturadas. A migração do varejo dependerá de benefícios claros, como:


  • Redução de custos de crédito.

  • Liquidação instantânea de ativos.

  • Maior segurança contratual.

  • Simplificação de garantias.

Sem ganhos concretos, não haverá incentivo à adoção ampla.


O impacto do DREX sobre crédito e mercado financeiro


O maior impacto do DREX não está no varejo, mas na estrutura do crédito.


Ao permitir tokenização de garantias e liquidação simultânea, o sistema pode reduzir assimetria de informação e risco de inadimplência. Isso tende a pressionar spreads bancários no médio prazo.


No mercado de capitais, ativos como debêntures, recebíveis e cotas de fundos podem circular com menor fricção. A liquidação quase instantânea reduz risco sistêmico.


Há também implicações macroeconômicas. Uma CBDC programável amplia a capacidade de monitoramento de liquidez. Em cenários de estresse, o Banco Central pode calibrar instrumentos com maior precisão.


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DREX banco central e a questão da privacidade


O envolvimento direto do Banco Central gera preocupação sobre monitoramento de transações.


O modelo proposto busca equilíbrio entre rastreabilidade regulatória e proteção de dados pessoais. As instituições financeiras continuam responsáveis pelo relacionamento com clientes.


A privacidade não será absoluta, mas seguirá o padrão regulatório já existente no sistema bancário.


FAQ sobre DREX


O DREX pode afetar o valor do Real?

Não. O DREX mantém paridade integral com o Real físico. Ele não possui cotação própria e não flutua no mercado cambial.


Empresas poderão emitir ativos diretamente na rede do DREX?

A emissão dependerá de autorização regulatória. A tendência é que instituições financeiras intermediem processos de tokenização inicialmente.


O DREX aumenta o risco de controle estatal sobre transações?

O modelo mantém intermediação bancária. O nível de supervisão não ultrapassa o padrão já existente no sistema financeiro tradicional.


Pequenos investidores terão acesso imediato ao DREX?

O acesso tende a ocorrer por meio de bancos e fintechs, de forma gradual, conforme os casos de uso forem implementados.


O DREX reduz custos de transferência internacional?

No estágio atual, o foco é doméstico. Integrações internacionais podem ocorrer no futuro, mas ainda dependem de acordos multilaterais.


Conclusão


O DREX representa a modernização estrutural da infraestrutura financeira brasileira. Ele não substitui abruptamente o dinheiro físico nem compete com o Pix. Sua função central é criar uma base programável para liquidação de ativos e contratos digitais.


O verdadeiro impacto não será percebido na rotina diária de pagamentos, mas na arquitetura do crédito, na tokenização de ativos e na eficiência do mercado de capitais. A implementação será gradual, técnica e condicionada a testes rigorosos.


A pergunta relevante não é apenas o que é drex ou quando vai começar. A questão estratégica é como a programabilidade do dinheiro alterará a dinâmica de risco, liquidez e intermediação financeira no Brasil nos próximos anos.