Publicado em: 2026-07-10
Atualizado em: 2026-07-10
A Copa do Mundo de 2026 é a mais lucrativa da história, e as empresas que mais lucram com a Copa do Mundo são a própria FIFA, os grandes patrocinadores como Adidas, Coca-Cola, Visa e McDonald’s, além de fabricantes de bebidas, redes de hotéis, plataformas de ingressos e emissoras de TV. Juntos, esses setores capturam a maior parte dos bilhões movimentados pelo torneio.
Realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, com 48 seleções e 104 partidas, a competição deve gerar cerca de 11 bilhões de dólares em receita só para a FIFA e um impacto de até 41 bilhões de dólares no PIB global. Entender quem lucra com a Copa do Mundo ajuda o investidor a enxergar oportunidades que vão muito além do gramado.

Os números impressionam. A FIFA projeta arrecadar cerca de 11 bilhões de dólares no ciclo que termina em 2026 e deve fechar com lucro superior a 4 bilhões de dólares, mesmo sendo uma entidade sem fins lucrativos. Só de patrocínios e marketing, a expectativa é somar até 3 bilhões de dólares, um recorde impulsionado pela força do mercado publicitário americano e pela escolha de três países anfitriões na América do Norte.
Fora dos cofres da FIFA, o efeito é ainda maior. Estimativas da própria entidade e de organismos internacionais apontam um impacto de até 41 bilhões de dólares no PIB global e a geração de mais de 800 mil empregos. É esse dinheiro, espalhado por turismo, consumo e mídia, que explica por que tantas empresas disputam espaço no torneio. Esse movimento também aparece nas bolsas, como mostra a relação entre a Copa e os mercados financeiros.
No topo estão os chamados parceiros globais da FIFA, categoria que reúne Adidas, Coca-Cola, Visa, Hyundai e Kia, Qatar Airways, Aramco e Lenovo. Cada um paga mais de 100 milhões de dólares por ciclo pelo direito de associar a marca ao evento. A Adidas, fornecedora oficial da bola desde 1970, costuma registrar picos de venda de camisas e chuteiras a cada edição, usando o torneio como sua maior vitrine de produtos no mundo.
Logo abaixo vêm os patrocinadores específicos de 2026, como a AB InBev, dona da Budweiser, o McDonald’s, o Bank of America, a Hisense, a Verizon e a Unilever, com contratos estimados entre 65 e 90 milhões de dólares. No Brasil, a Ambev se destaca, já que boa parte de sua receita vem de mercados com seleções classificadas, e pesquisas apontam alta no consumo de cerveja durante os jogos, o que reforça o peso das marcas que lucram com a Copa do Mundo.
No mercado brasileiro, a lista de beneficiados vai além das multinacionais. A CBF fechou patrocínios com empresas como Amazon, Google, Sadia e Volkswagen e projeta cerca de 1 bilhão de reais em receitas no ciclo. A Nike segue como fornecedora oficial da seleção, num dos maiores contratos esportivos do país. Já a Arcos Dorados, operadora do McDonald’s na América Latina, tende a lucrar com o aumento do fluxo em suas lojas durante os jogos, num efeito que se espalha por todo o varejo de alimentação.
Boa parte dessas gigantes é negociada em bolsa no exterior. Entre as que se beneficiam da onda de publicidade e streaming do torneio e que estão disponíveis na página de stock CFDs da EBC estão a Amazon, sob o código AMZN, e a Alphabet, dona do Google, sob o código GOOGL, ambas parceiras da seleção brasileira neste ciclo.
O dinheiro da Copa não fica só com os patrocinadores. O turismo e a hospedagem estão entre os maiores beneficiados: redes como Marriott, Hyatt e Hilton esperam ocupação recorde nas cidades anfitriãs, enquanto o Airbnb projeta o maior evento de hospedagem já registrado em sua plataforma. Companhias aéreas e serviços de transporte por aplicativo também sentem o aumento da demanda ao longo das semanas de competição.
As plataformas de revenda de ingressos são outro destaque. Com preços que chegaram a passar de 10 mil dólares para a final, empresas como StubHub e Ticketmaster lucram com as comissões cobradas em cada transação. Já as emissoras e os serviços de streaming faturam alto com publicidade, num torneio que o mercado apelidou de a primeira Copa movida a inteligência artificial. Para quem quer se posicionar, entender como investir em ações dos EUA é o primeiro passo.
Vale destacar como a própria FIFA ampliou suas fontes de receita. Só com ingressos e hospitalidade, a expectativa é arrecadar cerca de 3 bilhões de dólares, mais de três vezes o registrado na edição anterior. A entidade estreou um sistema de preços que varia conforme a demanda e montou uma plataforma oficial de revenda que cobra taxas tanto de quem compra quanto de quem vende, capturando receita nas duas pontas da mesma transação. Foi assim que o torneio se tornou o mais rentável já organizado.
Existem caminhos diferentes. Um deles é olhar para as ações das empresas beneficiadas que são negociadas em bolsa, sobretudo nos Estados Unidos, por meio de contratos por diferença em plataformas reguladas. Outro é acompanhar índices que reúnem várias dessas companhias, diluindo o risco de apostar em um único nome. Índices de tecnologia, como mostra o material sobre o que é a Nasdaq, concentram várias dessas gigantes de mídia e consumo.

Vale lembrar que evento de marca não é garantia de alta na ação. O impacto da Copa costuma ser pontual e já em parte esperado pelo mercado, então o efeito no preço pode ser menor do que a empolgação sugere. Para quem monta estratégia, comparar ações ou forex ajuda a decidir onde alocar atenção, e definir quanto investir em ações é tão importante quanto escolher a empresa.
As empresas que mais lucram com a Copa do Mundo formam uma longa lista que vai da FIFA e dos patrocinadores globais a hotéis, companhias aéreas, plataformas de ingressos e emissoras. O torneio de 2026 promete bater todos os recordes financeiros, movimentando bilhões dentro e fora dos gramados. Para o investidor, o evento é um lembrete de como grandes acontecimentos culturais se conectam à economia e aos mercados, sempre com espaço para oportunidade e risco.
Na prática, o investidor atento usa eventos como a Copa para estudar setores inteiros, e não apenas uma marca. Consumo, mídia, turismo e tecnologia ganham holofote ao mesmo tempo, o que ajuda a enxergar tendências que seguem valendo depois do apito final. Com pesquisa e gestão de risco, dá para transformar a empolgação do torneio em uma leitura mais madura sobre onde o dinheiro circula na economia global e sobre quais empresas se beneficiam de forma duradoura.
Se a temporada da Copa despertou seu interesse pelo mercado, empresas como a Amazon, sob o código AMZN, e a Alphabet, sob o código GOOGL, podem ser acompanhadas nas ações dos EUA na plataforma da EBC, com acesso via MT4, MT5 ou o app da EBC. Antes de qualquer decisão, vale consultar as condições atuais de cada instrumento, lembrando que operar ações via CFD envolve risco e uso de alavancagem.
A Copa do Mundo de 2026 é realizada entre junho e julho, nos Estados Unidos, no Canadá e no México, com 48 seleções e 104 partidas, a maior da história.
A FIFA projeta receita superior a 11 bilhões de dólares no ciclo e deve registrar lucro acima de 4 bilhões de dólares com o torneio de 2026.
São os patrocinadores de mais alto nível: Adidas, Coca-Cola, Visa, Hyundai e Kia, Qatar Airways, Aramco e Lenovo, com contratos milionários por ciclo.
Nem sempre. O efeito costuma ser pontual e já esperado pelo mercado, então grandes eventos de marca não garantem alta nas ações das empresas envolvidas.
Só por disputar a fase de grupos, cada uma das 48 seleções garante cerca de 9 milhões de dólares. O campeão pode receber até 50 milhões de dólares.