Quais foram os maiores IPOs da história? Veja a lista
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Quais foram os maiores IPOs da história? Veja a lista

Autor:Pietro Costa

Publicado em: 2026-07-10   
Atualizado em: 2026-07-10

Quais foram os maiores IPOs da história? No topo da lista está a Saudi Aramco, que levantou cerca de 25,6 bilhões de dólares em 2019, seguida por Alibaba, SoftBank, NTT DoCoMo, Visa e outras gigantes. Em 2026, porém, a SpaceX protagonizou uma oferta estimada em torno de 75 bilhões de dólares, valor que tende a superar todos os recordes anteriores e a redesenhar a lista dos maiores IPOs da história.


Um IPO, sigla em inglês para oferta pública inicial, é o momento em que uma empresa passa a ter ações negociadas em bolsa. Os maiores IPOs da história reúnem companhias de energia, tecnologia, finanças e telecomunicações, e mostram como diferentes setores e países já protagonizaram aberturas de capital bilionárias.


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Quais são os maiores IPOs já registrados?


Por valor levantado, a Saudi Aramco lidera com cerca de 25,6 bilhões de dólares em 2019, na bolsa saudita. Em seguida aparecem a chinesa Alibaba, com 21,8 bilhões em 2014 na Bolsa de Nova York, a japonesa SoftBank, com 21,3 bilhões em 2018, e a NTT DoCoMo, com 18,1 bilhões em 1998. A Visa levantou 17,9 bilhões em 2008, em plena crise financeira. Muitas dessas estreias aconteceram em grandes bolsas, tema que se conecta ao entendimento sobre o que é a Nasdaq.


A lista segue com a AIA, de Hong Kong, a italiana Enel, a General Motors, que voltou à bolsa em 2010 após reestruturação, e a Meta, então Facebook, que levantou cerca de 16 bilhões de dólares em 2012. Juntas, essas ofertas mostram como energia, tecnologia e finanças dominam o ranking. As ações da Meta são um exemplo de empresa que estreou em um dos maiores IPOs de tecnologia.


Os bancos chineses também deixaram marca nessa lista. Em meados dos anos 2000, gigantes estatais como o ICBC e o Banco Agrícola da China realizaram aberturas de capital que estão entre as maiores já vistas, movimentando dezenas de bilhões de dólares. Esses IPOs refletiram o rápido crescimento da China e sua entrada de vez no mercado financeiro global, num período em que o país passou a atrair enorme atenção de investidores estrangeiros.


Por que a SpaceX pode mudar o ranking?


Em 2026, a SpaceX deu um passo histórico ao abrir capital em uma oferta estimada em torno de 75 bilhões de dólares, valor que superaria com folga o recorde da Saudi Aramco. Se confirmado, seria o maior IPO já realizado, num movimento capaz de reaquecer todo o mercado de aberturas de capital, que vinha morno havia anos.


O caso da SpaceX também abriu caminho para outras gigantes de tecnologia e inteligência artificial avaliarem sua ida à bolsa. Quando empresas desse porte estreiam, costumam atrair enorme atenção de investidores e podem, inclusive, entrar rapidamente em índices importantes. Grandes estreias assim costumam impactar os índices globais logo após a listagem.


A movimentação de 2026 também reacendeu o interesse por empresas de inteligência artificial e tecnologia espacial. Depois de anos com poucas estreias de grande porte, o sucesso de uma oferta bilionária costuma abrir a janela para que outras companhias sigam o mesmo caminho. Quando isso acontece, o mercado vive o que se chama de onda de IPOs, com várias aberturas concentradas em pouco tempo, aproveitando o otimismo dos investidores.


Para traders que se interessam pelas gigantes que já protagonizaram grandes aberturas de capital, a Meta, negociada sob o código META, está entre as ações disponíveis na página de stock CFDs da EBC, onde é possível consultar as especificações do papel antes de avaliar qualquer posição.


O que um IPO gigante diz sobre a empresa?


Menos do que parece. Um recorde de captação não garante que a ação vá subir. A SoftBank caiu cerca de 14 por cento no primeiro dia de negociação, e o Facebook passou mais de um ano abaixo do preço de estreia antes de deslanchar. O tamanho da oferta chama atenção, mas não define o futuro do papel.


O que separa um grande IPO de um bom investimento é o modelo de negócio por trás dele. A Visa, por exemplo, estreou durante uma crise e prosperou, porque não carregava risco de crédito. Já empresas cujo valor depende de um único fator, como o preço do petróleo, tendem a oscilar com esse fator. Antes de entrar em qualquer estreia, vale entender quanto investir em ações faz sentido para o seu perfil.


Existe ainda uma alternativa ao IPO tradicional: a listagem direta, em que a empresa passa a ter ações negociadas sem emitir papéis novos nem levantar capital no processo. Algumas companhias de tecnologia escolheram esse caminho para estrear em bolsa com menos custos. Saber diferenciar um IPO de uma listagem direta ajuda o investidor a entender o que, de fato, está sendo oferecido e quais são os riscos de cada tipo de operação.


Como investidores acompanham novas aberturas de capital?


Investidores acompanham IPOs por meio de prospectos, que trazem dados financeiros e riscos da empresa, e do desempenho das ações após a estreia. No Brasil, aberturas de capital acontecem na B3, enquanto as gigantes globais costumam listar em Nova York, Hong Kong ou Londres. Conhecer o funcionamento da bolsa é o primeiro passo. Entender como funciona a B3 ajuda a comparar aberturas no Brasil e no exterior.


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Vale lembrar que participar de um IPO envolve incerteza, já que a empresa tem pouco histórico como companhia aberta. Por isso, muitos investidores preferem esperar os primeiros resultados antes de decidir. Paciência e análise costumam valer mais do que o entusiasmo do dia da estreia, quando as emoções tendem a dominar o mercado.


Conclusão


Os maiores IPOs da história, de Saudi Aramco a Alibaba, SoftBank e Meta, mostram como aberturas de capital bilionárias marcam épocas e setores. Em 2026, a estreia recorde da SpaceX promete reescrever esse ranking. Para o investidor, porém, o tamanho da oferta importa menos que a qualidade do negócio: a história recente prova que grandes IPOs nem sempre viram grandes investimentos.


Para o investidor, a lição que fica é olhar além do tamanho da oferta e do burburinho em torno de uma estreia. Vale estudar o modelo de negócio, a saúde financeira e os riscos descritos no prospecto antes de decidir. Muitas vezes, esperar os primeiros resultados como companhia aberta é mais prudente do que entrar no calor do primeiro dia. Grandes IPOs marcam a história dos mercados, mas o bom investimento, no fim, depende da qualidade da empresa, e não do recorde de captação.

Perguntas Frequentes (FAQ)


O que é um IPO?

É a oferta pública inicial, o momento em que uma empresa passa a vender ações em bolsa pela primeira vez, abrindo seu capital a investidores.


Qual foi o maior IPO até 2025?

Até 2025, o maior IPO por valor levantado foi o da Saudi Aramco, em 2019, que captou cerca de 25,6 bilhões de dólares na bolsa saudita.


Por que empresas fazem IPO?

Para levantar capital, financiar expansão, pagar dívidas e dar liquidez aos sócios. Em troca, passam a ter obrigações de transparência com o mercado.


Comprar ação no IPO é seguro?

Envolve risco, pois a empresa tem pouco histórico como companhia aberta. O preço pode subir ou cair forte nos primeiros meses de negociação.


Onde acontecem os maiores IPOs?

Costumam ocorrer em grandes bolsas, como as de Nova York, Hong Kong, Londres e Xangai, que reúnem os maiores volumes de capital do mundo.


Aviso Legal: Este material destina-se apenas a fins informativos gerais e não deve ser interpretado como (nem considerado como) aconselhamento financeiro, de investimento ou qualquer outro tipo de orientação na qual se deva basear decisões. Nenhuma opinião expressa neste material constitui recomendação da EBC ou do autor de que qualquer investimento, título, transação ou estratégia de investimento específica seja adequada para qualquer pessoa em particular.