Publicado em: 2026-08-27
Atualizado em: 2026-08-27
A Nvidia reportou receita de US$ 96,2 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2027, alta de 106% na comparação anual. A ação chegou a saltar cerca de 7% no pré-mercado desta quinta-feira (27), impulsionada por um guidance que projeta US$ 108 bilhões para o próximo trimestre. O resultado veio acima do consenso em receita e lucro. A pergunta que fica para quem acompanha o papel NVDA é outra: depois da valorização acumulada em 2026, o preço atual ainda compensa.
O trimestre encerrado em 26 de julho trouxe lucro por ação non-GAAP de US$ 2,22, superando a estimativa de consenso e representando alta de 111,4% sobre os US$ 1,05 registrados no mesmo período do ano anterior. A receita de Data Center, segmento que concentra os chips voltados à inteligência artificial, somou US$ 89,0 bilhões, avanço de 117% na comparação anual e responsável por mais de 92% do faturamento total da companhia no trimestre.
O guidance para o terceiro trimestre fiscal de 2027 projeta receita de US$ 108 bilhões, com variação de 2% para mais ou para menos, o que representa crescimento superior a 89% sobre o mesmo período do ano passado. Para o trader que acompanha NVDA, a leitura central não é apenas o resultado já divulgado, mas a confirmação de que a demanda por capacidade computacional segue superando a oferta disponível de chips e memória.
*Guidance da própria Nvidia, ponto médio da faixa de US$ 108 bi ± 2%.
A ação da Nvidia fechou o pregão regular de quarta-feira (26) a US$ 209,66, queda de 1,59% no dia, em meio à cautela que antecedia o balanço. A reação veio logo após o resultado: as ações subiram 5,33% no after-hours, para US$ 220,84, e a alta se estendeu no pré-mercado de quinta, chegando a cerca de 7% acima do fechamento anterior, segundo dados de mercado.
Jensen Huang, fundador e CEO da companhia, descreveu a inteligência artificial como uma tecnologia que já gera receita concreta para os clientes, e não apenas promessa futura. Segundo ele, a demanda por capacidade computacional segue muito acima do que a empresa consegue entregar hoje, com gargalos de fornecimento tanto na fabricação de chips quanto no mercado de memória, que opera perto do limite.
Ponto de atenção para o trader: mesmo com o beat de receita e lucro, o movimento inicial da ação já havia sido parcialmente precificado pelo mercado nos dias anteriores ao balanço. A magnitude da reação no pré-mercado tende a ser mais volátil do que o movimento observado após a abertura oficial do pregão.
A Nvidia confirmou que a nova plataforma Vera Rubin está entrando em produção plena, com racks já em operação em parceiros como CoreWeave, Google Cloud, Microsoft Azure, Oracle Cloud Infrastructure e Nebius. A companhia também anunciou uma expansão relevante da parceria com a Amazon Web Services para ampliar o fornecimento de GPUs voltadas à nuvem, movimento que reforça a tese de que o ciclo de investimento das grandes provedoras de nuvem segue acelerando, não desacelerando.
Para quem opera NVDA no curto prazo aproveitando esse tipo de catalisador de resultado, negociar via CFDs de ações da EBC permite posições compradas ou vendidas no papel sem a necessidade de deter a ação física, algo relevante em janelas de alta volatilidade pós-balanço como a atual.
Com o rali do pré-mercado, a Nvidia negocia a um P/L em torno de 32,6x, com valor de mercado próximo de US$ 5,16 trilhões. O preço-alvo médio dos analistas para os próximos 12 meses está em US$ 305,41, com 58 recomendações de compra contra apenas 1 de venda, segundo levantamento de consenso de mercado. A faixa de 52 semanas vai de US$ 164,07 a US$ 236,54.
O múltiplo atual não é baixo em termos absolutos, mas precisa ser lido junto ao ritmo de crescimento: receita crescendo acima de 100% ao ano reduz rapidamente o P/L projetado para os próximos exercícios, caso o guidance se confirme. Esta não é uma recomendação de investimento: avalie com seu assessor se o risco-retorno do papel se encaixa no seu perfil e horizonte.
Com o movimento ainda em curso no pré-mercado, a leitura técnica exige cautela: os preços tendem a se reorganizar nos primeiros minutos do pregão oficial, quando o volume real de negociação se normaliza. Ainda assim, é possível mapear as referências relevantes com base no fechamento anterior ao balanço e na máxima histórica do papel.
Leitura técnica objetiva: o rompimento consistente da faixa de US$ 226–230 com volume seria o gatilho para uma tentativa de recuperar a máxima histórica em US$ 236,54. Já a perda do suporte de US$ 209,66 no pregão oficial colocaria em xeque parte da euforia do pré-mercado e reabriria espaço para uma correção mais ampla, especialmente diante da valorização já acumulada pelo papel em 2026.
Se o crescimento de Data Center e a demanda por Vera Rubin se sustentarem, o papel testa a máxima histórica em US$ 236,54 nas próximas semanas.
Mercado opera lateralizado entre os suportes de US$ 209–210 e a resistência intermediária, aguardando dados de capex das hyperscalers no próximo trimestre.
Qualquer indício de atraso na produção de Vera Rubin ou revisão de capex por parte de clientes de nuvem pode levar o papel a retestar os US$ 203–209.
A receita de US$ 96,2 bilhões veio 3,04% acima do consenso, puxada pelo segmento de Data Center, que cresceu 117% na comparação anual. A demanda por chips de IA segue superando a capacidade de fornecimento da companhia, mesmo com produção em ritmo elevado.
O avanço veio da ampliação de capacidade em nuvem por clientes como CoreWeave, Google Cloud, Microsoft Azure, Oracle Cloud Infrastructure e Nebius, além da entrada em produção plena da plataforma Vera Rubin, sucessora do Blackwell.
O P/L de aproximadamente 32,6x é elevado em termos absolutos, mas parte do mercado considera o valuation ainda razoável frente ao crescimento de receita acima de 100% ao ano. Consulte um assessor antes de decidir sobre uma posição.
É a nova geração de chips de IA da Nvidia, sucessora da arquitetura Blackwell. A companhia confirmou que a plataforma já está em produção plena, com racks operando em parceiros de nuvem como CoreWeave e Microsoft Azure.
Os riscos incluem restrições de fornecimento por parte da TSMC e do mercado de memória, eventual desaceleração de capex das hyperscalers de nuvem, concorrência crescente de outros fabricantes de chips e o valuation elevado do papel após a alta acumulada.
O resultado reforça a tese de crescimento, mas o papel já subiu de forma expressiva em 2026 e o movimento do pré-mercado tende a se ajustar na abertura oficial. Não é recomendação de investimento: avalie com seu assessor o risco-retorno adequado ao seu perfil.
A Nvidia entregou um balanço que bateu o consenso em receita e lucro, com o segmento de Data Center novamente como motor principal do crescimento. O guidance de US$ 108 bilhões para o próximo trimestre sinaliza que a demanda por infraestrutura de inteligência artificial segue acelerando, algo que o mercado recompensou com uma alta de até 7% no pré-mercado desta quinta-feira.
Para o investidor de longo prazo, a tese permanece ligada à execução da plataforma Vera Rubin e à manutenção do ritmo de investimento das grandes provedoras de nuvem. Para o trader, o foco de curto prazo passa pelo comportamento do papel em torno da resistência de US$ 226–230 e do suporte de US$ 209,66 no pregão oficial desta quinta-feira. O próximo catalisador relevante será a divulgação do resultado do terceiro trimestre fiscal, esperada para novembro de 2026.
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