Publicado em: 2026-02-21
O Peru construiu, nas últimas décadas, uma das estruturas macroeconômicas mais estáveis da América Latina. O sol peruano é a moeda oficial do país e representa um dos pilares dessa estabilidade, sustentada por disciplina fiscal, metas de inflação e integração ao comércio internacional.
Entender qual é a moeda do Peru vai além da identificação nominal. O comportamento do sol peruano reflete a dinâmica de uma economia exportadora de minerais, sensível ao ciclo global de commodities e à política monetária internacional.

A moeda oficial do Peru é o sol peruano, identificado pelo símbolo S/ e pelo código internacional PEN.
O sol cumpre funções essenciais:
Meio de pagamento legal em todo o território peruano
Unidade de conta para salários, contratos e preços
Instrumento de política monetária sob responsabilidade do Banco Central de Reserva do Peru
O país adota regime de metas de inflação combinado com câmbio flutuante administrado. Isso significa que o valor do sol peruano frente ao dólar americano é determinado principalmente pelo mercado, mas o Banco Central intervém quando necessário para suavizar volatilidade excessiva.
Esse modelo oferece flexibilidade para absorver choques externos, ao mesmo tempo em que preserva previsibilidade macroeconômica.
O sol peruano foi introduzido em 1991, substituindo o inti, moeda que havia perdido valor durante um período de hiperinflação nos anos 1980.
Naquela década, o Peru enfrentou inflação extremamente elevada, desequilíbrios fiscais e instabilidade política. A reforma monetária foi parte de um conjunto mais amplo de ajustes estruturais voltados à estabilização econômica.
A introdução do sol marcou o início de um ciclo de disciplina monetária. Desde então, o país consolidou autonomia do banco central e compromisso com estabilidade de preços.
Atualmente, o sol peruano é considerado uma das moedas mais estáveis da América Latina, especialmente quando comparado a economias que enfrentaram episódios recorrentes de desvalorização abrupta.
O Peru opera com regime de câmbio flutuante administrado. O valor da moeda do Peru frente ao dólar americano varia conforme fatores internos e externos.
Entre os principais determinantes estão:
Preço internacional do cobre
Exportações de ouro e outros minerais
Fluxos de investimento estrangeiro
Política monetária dos Estados Unidos
Expectativas inflacionárias domésticas
O Peru é grande exportador de cobre. Quando os preços internacionais sobem, há maior entrada de divisas, o que tende a fortalecer o sol peruano. Em períodos de queda nas commodities, a moeda pode sofrer pressão de depreciação.
A atuação do Banco Central de Reserva do Peru é reconhecida por intervenções técnicas destinadas a reduzir volatilidade excessiva, não a fixar permanentemente a taxa de câmbio.

A estabilidade da moeda do Peru está associada a fundamentos macroeconômicos sólidos:
Banco central autônomo com metas claras de inflação
Nível moderado de endividamento público
Reservas internacionais robustas
Sistema financeiro sólido e regulado
O país acumulou reservas internacionais significativas ao longo dos anos, o que oferece capacidade de intervenção em momentos de estresse cambial.
Além disso, a política fiscal relativamente prudente reduziu a necessidade de financiamento inflacionário. Essa combinação fortaleceu a credibilidade do sol peruano.
A moeda oficial do Peru circula essencialmente dentro do país. No entanto, em regiões de fronteira pode haver uso de moedas vizinhas ou do dólar americano.
Para comércio internacional, contratos geralmente são denominados em dólar americano. Empresas exportadoras recebem receitas nessa moeda e posteriormente convertem para sol peruano conforme necessidade.
Nos mercados financeiros globais, o sol é negociado por meio de instrumentos cambiais, mas não é moeda de reserva internacional.
Embora o sol peruano apresente fundamentos sólidos, alguns fatores podem gerar volatilidade:
Queda acentuada no preço do cobre
Instabilidade política doméstica
Aperto monetário nos Estados Unidos
Aumento da aversão ao risco global
Como o Peru depende significativamente do setor mineral, choques no mercado de commodities impactam diretamente o fluxo de divisas.
Além disso, aumento de juros nos Estados Unidos pode fortalecer o dólar americano globalmente, pressionando moedas emergentes, incluindo o sol peruano.

A valorização sustentável dependerá de:
Diversificação da economia
Expansão da produtividade
Manutenção da disciplina fiscal
Continuidade da credibilidade institucional
Se o Peru ampliar sua base produtiva além do setor mineral e mantiver estabilidade macroeconômica, o sol poderá preservar ou ampliar sua força relativa no contexto regional.
Sem diversificação, continuará fortemente correlacionado ao ciclo das commodities.
O código cambial é PEN, utilizado em transações financeiras internacionais.
Não. O país adota regime de câmbio flutuante administrado, com intervenções pontuais para reduzir volatilidade excessiva.
Sim. O sol substituiu o inti em 1991, após um período de hiperinflação.
Sim. O cobre é uma das principais exportações peruanas e influencia diretamente o fluxo de divisas e o câmbio.
Dentro do contexto latino-americano, é visto como relativamente estável devido à disciplina fiscal e à autonomia do banco central.
O sol peruano é a moeda oficial do Peru e representa um dos principais pilares da estabilidade macroeconômica do país. Sua trajetória está associada à disciplina monetária adotada após a hiperinflação dos anos 1980 e à consolidação institucional nas décadas seguintes.
Entender qual é a moeda do Peru significa analisar uma economia integrada ao comércio global, dependente do setor mineral e estruturada sob metas de inflação e câmbio flutuante administrado. A trajetória futura do sol peruano dependerá da capacidade do país de manter estabilidade institucional e diversificar sua base produtiva.