Dólar hoje está a R$ 5,19 com payroll recorde e guerra no Oriente Médio
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Dólar hoje está a R$ 5,19 com payroll recorde e guerra no Oriente Médio

Publicado em: 2026-06-09

O dólar hoje opera a R$ 5.190 na venda (11h15. 08/06/2026), com alta de 0.63% ante o real. O dólar encerrou a última sexta-feira (05/06) com valorização de 1.76%, a R$ 5.1555. Após o payroll de maio dos Estados Unidos registrar criação de 172 mil vagas não-agrícolas contra estimativa de 85 mil. Nesta segunda, o movimento segue pressionado pelo retorno da guerra no Oriente Médio após Israel atacar o complexo petroquímico de Mahshahr, no Irã. O mercado de câmbio no Brasil está no cruzamento de dois choques externos simultâneos.


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O payroll forte eliminou de forma quase definitiva a probabilidade de corte de juros pelo Federal Reserve em junho. O mercado passou a precificar a possibilidade de uma alta de juros nos EUA ainda em 2026. com a probabilidade superando 50% segundo o CME FedWatch. Juros altos por mais tempo nos EUA fortalecem o dólar globalmente e encarecem o custo de carregar posições em ativos de economias emergentes como o Brasil. O real sente o impacto direto.


Dólar Comercial (Venda)
R$ 5,190
+0,63% · 11h15 de hoje
WDON26 (Fechamento SEX)
5.203,5
+2,17% na sexta-feira (05/06)
Payroll Maio / EUA
172k
vs estimativa de 85K
Selic Projetada 2026
13,50%
Focus: subiu de 13,25%
Dólar Projeção Fim 2026
R$ 5,15
Focus: caiu de R$ 5,16
IFR (14) WDON26
62,61
Zona neutra, próximo de elevado


Dólar hoje e o payroll de maio 2026: o número que mudou o câmbio


O relatório de emprego americano divulgado na sexta (05/06) mostrou criação de 172 mil vagas não-agrícolas em maio, mais do que o dobro da estimativa de consenso de 80 a 85 mil. A taxa de desemprego ficou estável em 4.3%. Os setores com mais contratações foram lazer e hospitalidade (70 mil vagas), governo local (55 mil) e saúde (35 mil). O número revisado de abril também foi ajustado para cima, para 115 mil vagas.


Para o Federal Reserve, o dado elimina qualquer argumento para flexibilizar a política monetária no curto prazo. A reunião do Fed de 16 e 17 de junho será a primeira sob o comando do novo presidente Kevin Warsh. Com payroll nesse nível, a probabilidade de manutenção dos juros é quase certa. O risco para os mercados é um tom hawkish que sinalize possível alta de juros ainda em 2026. O Índice do Dólar (DXY) reagiu com valorização imediata após a divulgação, arrastando o câmbio brasileiro junto.


IMPACTO DIRETO NO REAL
Impacto direto no real: Com os Treasuries de 2 anos subindo cerca de 10 pontos-base para 4,14% após o payroll, o diferencial de juros Brasil-EUA diminuiu na margem. A Selic em 14,50% ao ano mantém o carry trade atrativo, mas o movimento de alta nos juros americanos comprime o prêmio relativo e reduz o apetite por ativos em reais.


Indicador Resultado Expectativa Reação do Mercado
Payroll maio (vagas criadas) 172 mil 80–85 mil DXY sobe; dólar +1,76% no Brasil
Taxa de desemprego (maio) 4,3% 4,3% Estável, sem sinal de recessão
Treasuries 2 anos (pós-payroll) 4,14% - +10 bps; títulos sofreram queda
Prob. corte de juros em jun/26 Mínima - Eliminada pelo dado de emprego
Prob. alta de juros em 2026 > 50% - CME FedWatch após payroll


Oriente Médio e petróleo: o segundo vetor do câmbio hoje


Na manhã desta segunda (08/06), Israel confirmou o ataque ao complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã. O movimento ocorre mesmo após o presidente Donald Trump ter declarado na Truth Social que "Israel e Irã estão procurando um cessar-fogo imediato". Os preços do petróleo operavam em alta no exterior, com a troca de ataques aumentando o risco de restrição dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por parcela relevante do comércio global de petróleo.


O contexto geopolítico mais amplo: desde fevereiro de 2026. Israel e os EUA lançaram ataques contra o Irã, o que resultou na escalada de tensões na região. Um cessar-fogo temporário mediado pelo Paquistão em abril durou semanas antes de se deteriorar. A retomada dos ataques coloca o petróleo como driver cambial: alta no barril pressiona a inflação global, mantém o Fed cauteloso e fortalece o dólar em escala global. Para o real, o efeito é duplo: juros americanos mais altos e aversão ao risco nos emergentes.


ATENÇÃO PARA O IBOVESPA
Atenção para o Ibovespa: Às 10h45, o Ibovespa caía 0,04%, aos 169 mil pontos, operando sem viés definido. Petroleiras figuravam entre as maiores altas do pregão, beneficiadas pela elevação do preço do barril. A volatilidade do câmbio contamina o mercado de ações, especialmente    empresas exportadoras e com dívidas em moeda estrangeira.


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Focus e Selic: o mercado revisou as projeções para cima


O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda trouxe revisão relevante para a Selic. A estimativa mediana para o fim de 2026 passou de 13.25% para 13.50%, enquanto a projeção para o fim de 2027 subiu de 11.25% para 11.50%. A inflação medida pelo IPCA para 2026 foi ajustada de 5.09% para 5.11%. O crescimento do PIB para 2026 foi ligeiramente revisado para cima, de 1.90% para 1.91%.


A projeção mediana para o dólar no fim de 2026 recuou marginalmente de R$ 5.16 para R$ 5.15. sinalizando que os analistas ainda veem o câmbio relativamente ancorado apesar das pressões externas. A Selic em 14.50% ao ano permanece como o principal fator de atração de capital externo e de sustentação relativa do real. Mas o diferencial frente aos juros americanos se comprimiu após o payroll, reduzindo o colchão que protegia o câmbio em momentos de aversão ao risco.


BOLETIM FOCUS · 08/06/2026 - PROJEÇÕES MEDIANAS:


Selic 2026: 13.50% ao ano (era 13.25%)

Selic 2027: 11.50% ao ano (era 11.25%)

IPCA 2026: 5.11% (era 5.09%)

PIB 2026: 1.91% (era 1.90%)

Dólar fim 2026: R$ 5.15 (era R$ 5.16)


Análise técnica WDON26: suportes, resistências e onde está o trader?


O minidólar (WDON26) com vencimento em julho encerrou a sexta-feira (05/06) a 5.203.5 pontos, acumulando alta de 2.17% na sessão. No gráfico de 15 minutos, o ativo fechou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que indica viés positivo de curto prazo. O IFR (14) encerrou em 62.61 pontos com trajetória ascendente que aproxima o oscilador de níveis elevados.


No gráfico diário, formou-se um forte candle comprador sinalizando retomada da força compradora após período de consolidação. O contrato voltou a negociar acima das médias de 9 e 21 períodos. Para continuidade da alta, será necessário romper a região de resistência entre 5.208 e 5.238.5 pontos com volume. Um rompimento consistente abre espaço para 5.313 pontos com extensão para 5.469 pontos como alvo de médio prazo.


Nível Técnico Faixa / Cotação Leitura Técnica Status
Resistência ampliada
Alvo de médio prazo em tendência de alta
5.469,0 Objetivo técnico superior enquanto o índice mantém estrutura altista.                        Resistência                    
Resistência forte
Rompimento com volume abre caminho para 5.469
5.303,0 Principal barreira antes da retomada do movimento direcional.                        Resistência                    
Resistência imediata (gráfico 15min)
Zona crítica para continuidade da alta de curto prazo
5.208–5.220 Região observada pelos traders intraday para confirmação do momentum.                        Resistência                    
Cotação de fechamento (05/06)
Fechou acima das médias de 9 e 21 períodos
5.203,5 Referência principal para o comportamento recente do índice.                        Atual                    
Suporte 1 (gráfico 15min)
Primeira defesa dos compradores em realização
5.186–5.165 Faixa de suporte de curto prazo observada pelo mercado.                        Suporte                    
Suporte 2 (gráfico 15min)
Perda aumenta risco de correção mais profunda
5.152–5.142 Região técnica relevante para manutenção da estrutura de alta.                        Suporte                    
Suporte diário
Perda abre espaço para 5.000 e 4.946 pontos
5.115–5.029 Última faixa de defesa antes de deterioração mais ampla do cenário.                        Suporte                    


LEITURA TÉCNICA PARA O TRADER
Leitura técnica para o trader: O WDON26 mantém viés comprador enquanto sustentar acima de 5.165 no curto prazo. Rompimento de 5.208–5.220 com volume confirma continuidade e abre caminho para 5.303. Pelo lado vendedor, perda de 5.165 exige cautela e pode antecipar realização para a faixa de 5.124–5.102. O IFR em 62,61 ainda não sinaliza sobrecompra, mas a    aproximação de 70 exige atenção.


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O que monitorar esta semana no câmbio?


  • Reunião do Fed (16 e 17 de junho):

    Primeiro encontro sob o comando de Kevin Warsh. O tom do comunicado e as projeções de juros (dot plot) serão determinantes para o dólar global. Um Warsh hawkish reforça a alta do DXY; postura mais moderada abre janela de alívio.


  • Desdobramentos do conflito Israel–Irã:

    O vaivém de ataques e negociações de cessar-fogo mantém o petróleo volátil. Nova escalada com fechamento do Estreito de Ormuz seria o cenário mais disruptivo para o câmbio brasileiro.


  • Inflação nos EUA (CPI de maio):

    Dado previsto para antes da reunião do Fed. CPI acima do esperado combinado com payroll forte reforça o cenário hawkish e pressiona o real.


  • Fluxo cambial no Brasil:

    Com Selic em 14.50% ao ano, o carry trade ainda é atrativo. O fluxo de capitais externos para títulos brasileiros continua sendo o principal amortecedor da pressão sobre o câmbio.


  • Focus semanal (próxima segunda):

    Revisar se as expectativas de Selic e dólar continuam sendo ajustadas após o payroll e o cenário geopolítico.


FAQ: Dólar hoje, payroll e o que o trader precisa saber?


1) Por que o payroll americano afeta o dólar no Brasil?

Um payroll acima do esperado reduz as chances de corte de juros pelo Fed. Juros mais altos nos EUA fortalecem o dólar globalmente, aumentam o custo de oportunidade de ativos em emergentes e comprimem o diferencial de taxa que sustenta o fluxo de capital para o Brasil. O efeito chega ao real em horas.


2) O que é o WDON26 e como ele difere do dólar comercial?

O WDON26 é o contrato futuro do minidólar com vencimento em julho de 2026. negociado na B3. É o instrumento preferido de day traders pela liquidez e alavancagem. O dólar comercial é a taxa à vista usada em transações de importação, exportação e referência para câmbio. Futuros tendem a negociar com leve prêmio sobre o à vista.


3) O conflito no Oriente Médio pode fazer o dólar ultrapassar R$ 5.30?

Em cenário de escalada extrema, com fechamento do Estreito de Ormuz e choque no petróleo, o câmbio poderia ser testado a esses níveis. O Focus projeta R$ 5.15 para o fim do ano, mas projeções não consideram cisnes negros geopolíticos. O suporte estrutural do carry trade (Selic em 14.50%) mantém algum amortecimento.


4) A Selic em 14.50% protege o real da alta do dólar?

Parcialmente. A Selic elevada mantém o carry trade atrativo e sustenta fluxo de capital externo para títulos brasileiros. Mas não é uma barreira absoluta: em momentos de forte aversão ao risco global, investidores saem de emergentes independentemente do diferencial de juros. O payroll forte comprime esse diferencial na margem.


5) O Focus projeta R$ 5.15 para o fim de 2026. Isso é confiável?

O Focus é a mediana das projeções de analistas e instituições financeiras, um termômetro do consenso de mercado, não uma previsão garantida. Surpresas como o payroll desta semana e eventos geopolíticos podem desviar o câmbio significativamente dessas projeções em qualquer direção.


6) Qual é o próximo evento macro que pode mover o câmbio de forma significativa?

A reunião do Fed de 16 e 17 de junho é o evento mais relevante no horizonte. O CPI de maio dos EUA, previsto antes da reunião, também terá impacto. No Brasil, qualquer revisão do guidance fiscal ou sinalização do Copom sobre o ritmo de cortes futuros da Selic pode mover o câmbio com força.


Conclusão · Análise EBC Financial


O dólar desta segunda (08/06) opera no cruzamento de dois vetores que raramente se combinam com tanta intensidade: um payroll americano que mais do que dobrou as expectativas, eliminando qualquer janela para corte de juros nos EUA em junho, e um conflito no Oriente Médio que voltou a se intensificar com ataques israelenses ao Irã mesmo diante de sinalizações de cessar-fogo por Trump.


Para o WDON26. o viés permanece comprador acima de 5.165. O rompimento de 5.208–5.220 com volume é a confirmação técnica que os compradores precisam para buscar 5.303 e, em cenário de continuidade, 5.469 pontos. A manutenção do suporte em 5.165 é a linha que separa o cenário de alta do cenário de realização.


No fundamentalismo, o diferencial Selic–Fed ainda sustenta o real na comparação global de emergentes. Mas o payroll de maio encurtou esse diferencial na percepção do mercado. A reunião do Fed de 16 e 17 de junho, a primeira com Kevin Warsh no comando, é o próximo catalisador que definirá se o dólar mantém esse nível ou acelera em direção a R$ 5.30.

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