Publicado em: 2026-05-26
O combate à malária é uma das maiores prioridades de saúde pública global, e há razões econômicas claras para isso. A doença não afeta apenas vidas: ela drena bilhões de dólares por ano em produtividade, atrasa o desenvolvimento de mercados emergentes e gera custos diretos para empresas multinacionais com operações em regiões endêmicas.
Em resposta, governos, organizações internacionais e empresas privadas se uniram em um esforço coordenado. O setor financeiro, em particular, tem expandido seu engajamento, transformando o combate à malária em parte de sua estratégia institucional e de responsabilidade social.
Neste artigo, você vai entender o impacto econômico da malária no mundo, como o setor privado participa do combate à doença, o que é a Move Against Malaria 5K e por que corretoras como o EBC Financial Group decidiram firmar compromissos plurianuais com essa causa.

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos Anopheles infectados. Apesar de ser evitável e tratável, segue como uma das doenças mais letais do mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais.
Segundo o Relatório Mundial sobre Malária de 2025 da Organização Mundial da Saúde, foram registrados cerca de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024, com aumento de aproximadamente 9 milhões de casos em relação a 2023. A Região Africana concentra 95% das mortes globais, e crianças com menos de cinco anos representam três quartos das vítimas no continente.
Em escala global, a malária permanece presente em mais de 80 países. Brasil concentra a maior parte de seus casos na Região Amazônica, com cerca de 130 a 190 mil notificações anuais nos últimos anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar do progresso desde 2000, com cerca de 47 países certificados como livres da doença, a erradicação ainda está distante.
O impacto econômico da malária vai muito além das estatísticas de saúde. Estima-se que a doença custe ao continente africano cerca de 12 bilhões de dólares anuais em perdas de PIB, segundo análises citadas por instituições de financiamento global. O cálculo inclui dias de trabalho perdidos, queda de produtividade, custos hospitalares e desvio de orçamento público.
Empresas multinacionais com operações em regiões endêmicas sentem o efeito diretamente. A Chevron, por exemplo, já relatou cerca de mil dias úteis perdidos anualmente em Angola por conta da doença. A BHP Billiton registrou 6 mil casos em Moçambique em apenas dois anos, com custos estimados em 2,7 milhões de dólares e 13 fatalidades em sua força de trabalho local.
Em mercados emergentes, o peso é ainda maior. A doença pressiona sistemas públicos de saúde, encarece prêmios de seguro empresarial, afeta cadeias logísticas e desestimula investimento estrangeiro. Para governos e empresas, cada dólar investido em prevenção e tratamento retorna em produtividade, expectativa de vida e ambiente de negócios mais previsível ao longo do tempo.
O setor financeiro contribui no combate à malária por meio de quatro frentes principais: doações diretas, parcerias institucionais com organizações como United to Beat Malaria, Fundo Global e Aliança Gavi, mobilização de funcionários em campanhas de arrecadação e advocacy junto a formuladores de políticas públicas.
Bancos globais, gestoras de ativos e corretoras internacionais têm ampliado o orçamento destinado a saúde global, alinhando suas estratégias de responsabilidade social corporativa a metas mensuráveis de impacto. A lógica financeira é clara: doenças negligenciadas geram instabilidade econômica regional, afetam mercados consumidores e reduzem o potencial de crescimento de regiões onde essas instituições têm interesse comercial direto.
A transparência dessas iniciativas também faz parte do esforço. Estruturas robustas de compliance garantem que os recursos cheguem ao destino prometido, com auditoria independente e prestação de contas. Isso protege a reputação da instituição financeira e fortalece a confiança de investidores, reguladores e da própria sociedade civil que acompanha esses compromissos.
A Move Against Malaria 5K é a principal corrida virtual da campanha United to Beat Malaria, organização afiliada à ONU. Cada participante percorre cinco quilômetros, caminhando, correndo ou se movimentando ao seu ritmo, em qualquer lugar do mundo, no Dia Mundial da Malária, celebrado em 25 de abril.
A quinta edição, realizada em 2026, mobilizou participantes de dezenas de países. Cada inscrição converte-se em recursos para distribuição de mosquiteiros tratados com inseticida, testes diagnósticos rápidos, vacinas e tratamentos que salvam vidas em comunidades vulneráveis, sobretudo na África subsaariana e em regiões com transmissão ativa.
O EBC Financial Group atuou como patrocinador ouro da edição de 2026 e firmou parceria de três anos com a United to Beat Malaria, o maior compromisso global em saúde já assumido pela empresa. Equipes nos escritórios de Londres, Hong Kong, Singapura, Bangkok, Sydney e em mercados emergentes participam ativamente. Na Mongólia, funcionários completaram a distância a cavalo; na África, correram pela mata; e equipes da América Latina organizaram revezamentos.
Até agora, o apoio acumulado da empresa contribuiu para proteger mais de 150 mil pessoas da doença, com fornecimento direto de redes de proteção e suporte logístico para profissionais de saúde em campo.

Para o investidor, o engajamento de uma corretora ou banco em causas globais não é mero detalhe institucional. Diferentes tipos de investidores valorizam cada vez mais critérios de impacto social e governança ao decidir onde alocar capital. Iniciativas plurianuais e auditáveis, como a parceria contra a malária, indicam estabilidade institucional, planejamento de longo prazo e maturidade na gestão de riscos não financeiros.
Além disso, esse tipo de engajamento conversa com o conceito de diversificação aplicado à reputação institucional: empresas com presença forte em causas globais reduzem dependência exclusiva de resultados de curto prazo e constroem uma base de relacionamento mais ampla com reguladores, mídia, clientes e parceiros internacionais. Isso se traduz em menor volatilidade reputacional em momentos de crise setorial.
Ao avaliar qual a melhor corretora para investir, considerar o histórico de responsabilidade social e o compromisso com causas verificáveis ajuda a identificar instituições que pensam em ciclos longos. Esse comportamento costuma estar associado a melhor governança, transparência operacional e tratamento mais cuidadoso da relação com o cliente final.
O combate à malária é, ao mesmo tempo, uma causa humanitária urgente e uma agenda com efeitos econômicos mensuráveis. Setores produtivos, governos e instituições financeiras compreendem que erradicar a doença libera produtividade, fortalece mercados emergentes e amplia oportunidades de investimento sustentável. Parcerias como a do EBC Financial Group com a United to Beat Malaria mostram como o capital privado pode contribuir para resultados concretos, transformando responsabilidade social em ação contínua e auditável.
Segundo o Relatório Mundial sobre Malária 2025 da OMS, foram registradas cerca de 610 mil mortes em 2024, com 95% delas concentradas na Região Africana.
Porque causa perda de produtividade, eleva custos hospitalares, pressiona orçamentos públicos e afeta diretamente operações de empresas em regiões endêmicas.
Por meio de doações, parcerias com ONGs, mobilização de funcionários em campanhas globais e advocacy junto a governos para ampliar o financiamento da causa.
A corrida virtual ocorre em torno do Dia Mundial da Malária, em 25 de abril, e reúne participantes de diversos países em apoio à erradicação da doença.
Sim. A OMS já certificou 47 países como livres da doença desde 2000, e novas vacinas foram introduzidas em 24 países africanos, indicando avanço contínuo.