Ações da SpaceX caem após Flight 13 abortado
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Ações da SpaceX caem após Flight 13 abortado

Autor:Pietro Costa

Publicado em: 2026-07-17   
Atualizado em: 2026-07-17

SPCX
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As ações da SpaceX recuaram logo após a empresa abortar o Starship Flight 13, na noite de 16 de julho de 2026. Negociado na Nasdaq sob o código SPCX, o papel caiu cerca de 3% no after market e voltou a operar perto de US$ 131, abaixo do preço de estreia. Foi a primeira tentativa de voo do megafoguete desde que a companhia abriu capital, em junho, e o mercado reagiu em tempo real ao contratempo.


O lançamento foi interrompido no último segundo, quando quatro dos 33 motores Raptor do primeiro estágio não acenderam. Elon Musk explicou que dois motores serão trocados e que a nova tentativa deve ocorrer no início da semana seguinte. Nada explodiu e o foguete permaneceu intacto, mas a proximidade do IPO deu ao episódio um peso financeiro que ele não teria tido meses antes.


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O que aconteceu com o Starship Flight 13?


O Starship Flight 13 seria o segundo voo da versão V3 do foguete, a mais avançada já construída pela SpaceX. A missão levaria 20 satélites Starlink de nova geração ao espaço pela primeira vez, num teste curto e suborbital antes do retorno à Terra. A contagem regressiva correu sem falhas ao longo do dia, com milhões de libras de metano e oxigênio líquidos já carregados no veículo.


Quando os motores iniciaram a ignição, um sistema automático detectou que alguns não partiram e cancelou o voo por segurança. A agência reguladora americana havia liberado os voos do Starship poucos dias antes, após concluir a investigação do teste anterior, o que elevava a expectativa em torno da missão. A equipe começou a esvaziar os tanques e recolheu o propulsor para inspeção. Para a SpaceX, esse tipo de aborto faz parte do processo iterativo de desenvolvimento, no qual cada tentativa gera dados para a seguinte. Para o investidor, porém, a leitura foi outra.


Como o abort afetou as ações da SpaceX?


As ações da SpaceX já vinham de um mês turbulento antes do lançamento. Depois de estrear a US$ 135 e disparar para uma máxima acima de US$ 225 nos primeiros dias, o papel perdeu fôlego e chegou a recuar abaixo do preço de IPO em meados de julho. Esse enfraquecimento retoma o padrão visto desde a estreia, quando as ações caíram após o IPO em meio ao exagero inicial de otimismo. O aborto do Flight 13 se somou a um ambiente já frágil e reforçou a pressão vendedora no pregão estendido.


É importante separar causa e contexto. A queda imediata reflete a decepção com o adiamento, mas também coincidiu com uma realização de lucros mais ampla no setor de tecnologia e com o receio em torno do fim do período de lock up, quando acionistas iniciais poderão vender parte de suas posições. O lançamento frustrado funcionou como gatilho, não como causa única.


Por que uma ação recém listada reage tanto a um lançamento?


Enquanto foi uma empresa privada, a SpaceX acumulou doze voos de teste do Starship sem que qualquer sucesso ou falha aparecesse no preço de uma ação. Com o IPO, isso mudou. Cada marco operacional agora vira um evento de mercado, acompanhado em tempo real por milhões de investidores. Um aborto de última hora, que antes seria apenas mais um capítulo técnico, passou a ter visibilidade financeira imediata.


Boa parte do valor da SpaceX se apoia em expectativas de longo prazo: a operação da Starlink, os contratos com a NASA e a promessa da Starship como foguete totalmente reutilizável. Isso torna o papel sensível a qualquer sinal sobre o ritmo desses projetos. Avaliar uma empresa assim exige olhar além do noticiário do dia, com apoio de análise fundamentalista para entender receita, prejuízo e fluxo de caixa por trás da tese.


Na prática, a SPCX tornou se uma ação orientada a eventos, na qual notícias de lançamento movem a cotação tanto quanto balanços movem outras empresas. Para o trader que acompanha esse tipo de oscilação em papéis de tecnologia e do setor espacial dos Estados Unidos, vale conhecer as ferramentas de exposição a esses mercados, como a CFDs de ações da EBC, que reúne as especificações de negociação de ações listadas nos Estados Unidos. Ainda assim, operar volatilidade elevada pede método e limites claros de risco.


Como acompanhar a volatilidade da SPCX a partir do Brasil?


O investidor brasileiro tem dois caminhos principais para se expor às ações da SpaceX. O primeiro é comprar o papel diretamente na Nasdaq, por meio de uma conta com acesso ao mercado americano. O segundo é negociar o BDR de código SPCX34 na B3, um recibo que replica no Brasil o desempenho da ação lá fora. Quem prefere não abrir conta no exterior encontra nessas rotas formas de investir em ações dos EUA sem grandes barreiras.


Independentemente do caminho, a lição do Flight 13 é sobre gestão de risco. Uma ação que sobe e desce mais de 10% em poucos pregões pode gerar ganhos rápidos, mas também perdas na mesma velocidade. Dimensionar a posição com cautela e manter a diversificação da carteira evita que um único evento, como um lançamento adiado, comprometa todo o patrimônio.


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A SpaceX também não é a única estreia badalada do ano. Outras companhias de tecnologia planejam abrir capital em 2026, e tendem a viver a mesma montanha russa de otimismo e correção dos primeiros meses. Entender esse ciclo ajuda o investidor a não confundir ruído de curto prazo com a tese de longo prazo.


Conclusão


O aborto do Starship Flight 13 não danificou o foguete nem alterou de forma estrutural os planos da SpaceX, que já prepara nova tentativa. O que o episódio mostrou foi o novo peso de cada lançamento para as ações da SpaceX, agora submetidas ao julgamento diário do mercado. Para quem investe ou acompanha o papel, o recado é direto: a companhia segue promissora, mas sua ação vai oscilar ao ritmo de foguetes que ainda estão aprendendo a voar.


Para o mercado brasileiro, que agora observa a SPCX de perto por meio do BDR, o episódio reforça a importância de tratar ações de tecnologia recém abertas como posições de alto risco dentro de uma estratégia maior. Paciência e controle de risco valem mais do que reação a cada manchete.


Se esta análise despertou seu interesse em operar a volatilidade de ações listadas nos Estados Unidos, a plataforma de CFDs da EBC reúne as especificações atuais desses mercados, com execução de nível institucional. É um recurso para traders que querem se posicionar em papéis de tecnologia sem abrir mão de transparência e controle. Consulte as condições vigentes na página do produto antes de operar.


Perguntas Frequentes (FAQ)


A SpaceX distribui dividendos?

Não. A SPCX não paga dividendos aos acionistas; o retorno depende apenas da valorização do papel negociado na Nasdaq.


A SpaceX já tem lucro?

Ainda não. A empresa reportou prejuízo nos últimos trimestres e segue operando no vermelho, apesar da alta receita da Starlink.


O que significa o lock up para a ação da SpaceX?

É o período em que acionistas iniciais não podem vender. Seu fim tende a aumentar a oferta de papéis e pode pressionar o preço.


A SPCX faz parte do índice Nasdaq 100?

Sim. A ação foi incluída no Nasdaq 100 pouco após a estreia, graças a uma regra para empresas recém listadas.


Quando sai o próximo balanço da SpaceX?

A empresa deve divulgar seu próximo relatório de resultados em 6 de agosto de 2026.


Aviso Legal: Este material destina-se apenas a fins informativos gerais e não deve ser interpretado como (nem considerado como) aconselhamento financeiro, de investimento ou qualquer outro tipo de orientação na qual se deva basear decisões. Nenhuma opinião expressa neste material constitui recomendação da EBC ou do autor de que qualquer investimento, título, transação ou estratégia de investimento específica seja adequada para qualquer pessoa em particular.