Publicado em: 2026-05-16
A Sanepar divulgou nesta quinta-feira (14) lucro líquido de R$ 352.7 milhões no 1T26. queda de 70.8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O número assusta à primeira leitura, mas o contexto é decisivo: a variação decorre basicamente do efeito comparativo da base do 1T25. período impactado pelo reconhecimento extraordinário da receita referente ao ganho da ação do IRPJ e da respectiva provisão para o Passivo Regulatório. Sem esse efeito, a queda seria significativamente menor. A receita operacional líquida totalizou R$ 1.95 bilhão no 1T26. alta de 7.8% na comparação anual, sinalizando que a operação segue crescendo.

No 1T26. o EBITDA da companhia recuou 24.4%, para R$ 843.5 milhões. A companhia reduziu o nível de endividamento de R$ 4.7 bilhões para R$ 1.9 bilhão, o que representa uma melhora estrutural relevante no balanço. Para o trader e o investidor, a questão não é o lucro de um trimestre contaminado por base comparativa distorcida. É se a Sanepar, negociando abaixo do preço-alvo da XP e com tese de privatização viva no Paraná, representa uma assimetria de risco-retorno justificável nos preços atuais.
A Sanepar não é uma empresa que se avalia por um trimestre. É uma empresa de infraestrutura regulada com contrato de concessão de longo prazo, crescimento de receita consistente e duas teses que o mercado ainda não precificou completamente: os precatórios e a privatização.
Com base nos dados atualizados do Status Invest e Investing.com (14/05/2026): o SAPR11 iniciou o ano a R$ 40.19 e hoje está em R$ 40.18. acumulando leve queda no ano. A faixa de 52 semanas vai de R$ 29.20 a R$ 48.72. O SAPR4 iniciou o ano a R$ 7.80 e hoje está em R$ 7.82. Os sinais técnicos diários e semanais apontam para Strong Buy, segundo o Investing.com.
Resistência 2 - preço-alvo XP: R$ 45.90
Upside de +14% sobre a cotação atual.
Resistência 1 - máxima 52 semanas: R$ 48.72
Topo histórico recente. Rompimento retoma momentum de alta.
Cotação atual SAPR11 (14/05): R$ 40.18 - 41.52
Leve queda no ano. TradingView: sinal de compra mensal.
Suporte 1 - zona de compra: R$ 38.00 - R$ 39.00
Faixa de reacumulação em correções.
Suporte 2 - mínima 52 semanas: R$ 29.20
Perda desse nível muda o cenário técnico de médio prazo.
Resistência - máxima 52 semanas: R$ 9.23
Topo histórico recente.
Cotação atual SAPR4 (14/05): R$ 7.82
RSI de 56.1 - zona neutra/compradora. MACD positivo.
Suporte 1 - médias de 50d e 200d: R$ 6.94 - R$ 7.10
Médias de curto e médio prazo próximas.
Suporte 2 - mínima 52 semanas: R$ 5.28
Perda desse nível abre espaço para queda mais severa.

A zona de R$ 6,94–7,10 é o suporte mais relevante em caso de realização pós-resultado. SAPR11 próxima da zona de R$ 40–41, com upside técnico até R$ 45,90 (alvo XP). Esta análise não constitui recomendação de investimento.
A variação decorre basicamente do efeito comparativo da base do 1T25. período impactado pelo reconhecimento extraordinário da receita referente ao ganho da ação do IRPJ e da respectiva provisão para o Passivo Regulatório. Sem esse efeito extraordinário, a queda seria muito menos expressiva. A receita operacional líquida cresceu 7.8%, mostrando que a operação segue saudável.
Incluindo o efeito dos precatórios, o total de custos e despesas teria avançado 51.7% em um ano. Excluindo esse efeito, os custos caíram 10.4%. A queda do EBITDA não reflete deterioração operacional: está concentrada nos efeitos dos precatórios, que são transitórios. O ponto positivo é a melhora de eficiência operacional reportada.
A companhia quer preservar a distribuição de 25% dos precatórios que estão para ser pagos. A XP já assume que a Sanepar pagará todo o valor devido em 2026. o que implicaria dividend yield de 16%. Essa é a principal tese de curto prazo para quem investe em SAPR11 pensando em renda.
A tese funciona mesmo sem privatização, com TIR real de 14.7%. Em cenário de privatização, a TIR sobe para 16.5%. Não é certo, mas é um catalisador que o mercado monitora. A XP define que a tese consiste em valuation atrativo com bom carrego que não depende de uma privatização.
A SAPR11 é a mais líquida e a que a XP usa como referência no preço-alvo de R$ 45.90. A SAPR4 tem preferência nos dividendos, mas menor liquidez. Para quem busca a tese de precatórios e privatização, SAPR11 é o papel mais adequado pela liquidez e acompanhamento das casas de análise. Não é recomendação de investimento.
Muito. A companhia diminuiu o nível de endividamento de R$ 4.7 bilhões para R$ 1.9 bilhão. Menos dívida significa menor custo financeiro futuro, melhorando o lucro estrutural nos próximos trimestres. As despesas financeiras já caíram 80.6% no 1T26. e a tendência deve se manter.
A decisão sobre a distribuição dos precatórios, esperada para 2026. A companhia quer preservar a distribuição de 25% dos precatórios que estão para ser pagos. Qualquer anúncio formal de dividendo extraordinário relacionado a esse valor pode ser o principal gatilho de valorização do papel no curto prazo.
Os sinais técnicos são favoráveis: RSI de 56.1. MACD positivo, sinais de Strong Buy no diário e semanal. A zona de R$ 6.94–7.10 é o suporte mais relevante para entradas em pullback. O resultado do 1T26 pode gerar volatilidade na abertura. Não é recomendação de investimento.
O resultado do 1T26 da Sanepar vai parecer pior do que é para quem olhar apenas o headline de -70% no lucro. A base de comparação está contaminada por um ganho extraordinário de IRPJ que inflou o 1T25. O que importa para a tese é o que cresceu: receita +7.8%, eficiência operacional melhorada e dívida caindo de R$ 4.7 bi para R$ 1.92 bi. Tecnicamente, SAPR4 opera com sinais de Strong Buy no diário e semanal, e SAPR11 negocia com upside de 14% até o preço-alvo da XP de R$ 45.90. O próximo catalisador concreto é a decisão sobre a distribuição dos precatórios de R$ 4 bilhões, que pode gerar dividend yield adicional de até 16% e reacender o interesse institucional no papel.